terça-feira, junho 28, 2005

Após sete palmos de terra

Mais uma noite de segunda-feira, igual a tantas outras. Acabei de estar refastelada no meu sofá a ver mais um episódio da série “Sete Palmos de Terra". Confesso que não é que a série alimente todos aqueles meus desejos recalcados de uma vida de sonho, cheia de beleza e dinheiro que tantas séries importadas dos EUA nos oferecem. Não, com esta série as sensações são completamente diferentes, mais igualmente viciantes.

O que consigo perceber destes episódios é que o mais importante da vida não é viver as situações, mas sim sabermos que as estamos a viver, com consciência,. sejam elas boas ou más. Todas as coisas da vida, são vividas e mais: analisadas ao pormenor. Claro, aquilo é a magia do cinema e da televisão a funcionar. Mas mesmo assim, considero que nos pode fazer pensar sobre um pouco daquilo que podemos e devemos fazer no nosso dia a dia.

Qualquer acção que façamos, nem que seja a mais simples de todas, pode ser alvo da nossa reflexão, de modo a que nos possamos interrogar. Na série isto resulta. Todas as personagens são problemáticas e, no espaço de um episódio, sofrem as consequências dos problemas, analisam-nas e descobrem o mal. Isto tudo através de diálogos pseudo-intelectuais, cheios de conceitos e ideias inovadoras. Lá resulta.
E aqui na vida real? Podemos também despertar este tipo de consciência? Podemos vir a conseguir pensar e questionar friamente sobre tudo aquilo que fazemos e tudo o que nos rodeia? Todas as segundas-feiras à noite, fico com a certeza de que sim. Mas terça de manhã, volto a ser a mesma que se levanta da cama e faz todas as acções rotineiras sem sentir qualquer tipo de emoção. E se a série acabar? A minha pequena sensação de falta de consciência também se vai? Estarei viciada? Será isto caso para avaliação psicológica? Ou ainda é um restp daquela vibração infantil que sentimos, quando vemos um filme hollywoodesco e acreditamos que dentro de nós ainda podemos vir a ser heróis? Hoje ainda é segunda-feira, por isso sinto que não.

terça-feira, junho 14, 2005

Dizer adeus três vezes Posted by Hello
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As palavras

As palavras

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Eugénio de Andrade

quinta-feira, junho 02, 2005

Temos União ou não? Posted by Hello
Paulo portas Posted by Hello